O conceito de retrofit surgiu na Europa e nos Estados Unidos. Traduzindo para o português seria algo como “colocar o antigo em forma”. Esse conceito é bastante utilizado entre engenheiros e arquitetos, uma vez que o retrofit se apresenta como ótima alternativa para revitalização de espaços. Diferente de uma reforma, o retrofit mantém as características originais do projeto e seus processos são empregados na modernização de grandes áreas urbanas.
Modernização e economia
Sempre em busca de soluções mais sustentáveis, o setor de iluminação aderiu ao retrofit para modernizar sistemas já existentes, tornando-os mais eficientes. As mudanças propostas vão desde a substituição de lâmpadas, reatores e luminárias por outros com tecnologias mais avançadas, como a LED, até o desenvolvimento de um novo projeto luminotécnico. Uma das principais vantagens do retrofit na iluminação é a economia gerada pela modernização do sistema, que costuma pagar o investimento inicial. Além disso, espaços iluminados de forma adequada proporcionam bem-estar e conforto visual.
Retrofit na iluminação pública
Atentos a esses benefícios, os municípios estão apostando cada vez mais na modernização de seus parques de iluminação pública. Um bom exemplo é Palhoça, na Grande Florianópolis. Há cinco meses a cidade chegou a 100% da iluminação de vias públicas com tecnologia LED. O projeto foi desenvolvido pela QLuz, concessionária responsável pela gestão da iluminação pública na cidade, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) com a prefeitura. As antigas luminárias de descarga foram trocadas por luminárias com tecnologia LED, nos mais de 27 mil pontos de iluminação de Palhoça.
O uso de LED permite à cidade aliar tecnologia, economia, sustentabilidade e mais segurança em um único projeto. Somente por usar LED no lugar das lâmpadas de descarga, a Prefeitura pode garantir economia em torno de 62% com os gastos de energia elétrica do sistema de iluminação pública, além de manter ruas e praças mais bem iluminadas e seguras. Isso sem contar os benefícios ao meio ambiente, pois as lâmpadas de LED são mais sustentáveis.
Cinco benefícios do LED para a iluminação pública
1. Gera economia aos cofres públicos
Estima-se que as lâmpadas LED são 80% mais econômicas do que as incandescentes e 30% mais econômicas do que as fluorescentes. Isso acontece por diversos motivos. Um deles é porque o consumo de energia proporcionado por meio da tecnologia LED passa a ser menor, o que ajuda a evitar o desperdício.
2. Menos manutenção
A tecnologia LED é conhecida por ser bastante resistente e com uma taxa de falha muito baixa, devido à própria estrutura que apresenta: suas cúpulas são produzidas com mecanismos que evitam danos à pintura e impedem que as peças se soltem.
3. Tem maior durabilidade e vida útil
A LED tem durabilidade mínima de 60 mil horas – o que pode durar pelo menos 5 anos, dependendo da frequência de utilização diária. As lâmpadas incandescentes, por exemplo, duram 1 mil horas em média, período pela qual produzem pouca luminosidade e geram muito calor. Já as fluorescentes têm uma capacidade luminosa até cinco vezes maior, durando de 10 mil a 15 mil horas.
4. Mais segurança à população
As lâmpadas LED possuem um brilho menor e mais uniforme que as lâmpadas convencionais, que emitem radiação ultravioleta e podem causar uma sensação de cansaço visual aos motoristas e aos pedestres. Além disso, possui também um fluxo luminoso mais amplificado e potente e uma luminosidade mais clara, oferecendo mais segurança à população.
5. É sustentável
As lâmpadas LED não são nocivas ao meio ambiente. Cerca de 98% dos materiais que as compõem são recicláveis e, por isso, podem ser descartados sem causar danos à natureza – ao contrário das lâmpadas tradicionais, que possuem mercúrio em sua composição, um dos metais mais tóxicos do planeta, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana.
É importante destacar, que para alcançar todos esses benefícios, o retrofit deve ser realizado a partir de um projeto luminotécnico desenvolvido por especialistas. Só assim, é possível assegurar que os sistemas atendam às recomendações das normas ABNT NBR, garantindo que os níveis de iluminância, o controle de ofuscamento, reprodução e temperatura de cor cumpram todos os requisitos.